terça-feira, março 15, 2005

Armas em pleno Tribunal?

Ontem cerca das 14h20, em pleno Tribunal de Portimão, viu-se aflito um médico de nacionalidade espanhola a exercer no Hospital do Barlavento...
Para encurtar a história, um senhor já com 72 anos processa o médico por homicídio por negligência da sua esposa, decorria ainda o ano de 2002, o senhor doutor por sua vez, contra-ataca com um processo de difamação. Conclusão? Três disparos, dois dos tiros atingindo o médico, um numa omoplata e o outro num braço... Com ou sem razão, com ou sem motivo e com ou sem justificação, o que questiono aqui é como é que um qualquer cidadão entra num tribunal, sobe ao 4º piso dispara contra alguém, e ainda desce a escadaria para a rua, só sendo detido por dois GNR de Lagoa, que por acaso se encontravam no mesmo tribunal.
Reclamam Condições precárias, mas estamos a brincar? Quais condições? Qual segurança? O governo pura e simplesmente não se preocupa com a segurança e a integridade física dos agentes da justiça, sejam os magistrados, funcionários judiciais e advogados, ou de todos aqueles que, por razões diversas, tenham que frequentar os tribunais.
Claro que agora, e como lá diz o ditado popular ‘em casa roubada, trancas à porta’, vamos ver o exagero com que nos vamos deparar à porta daquele tribunal, detectores de metais, 500 PSP do corpo de intervenção armados até aos dentes, raios X, máquinas de visão nocturna e cães, muitos cães... Isto tudo, como habitualmente, durará o tempo apenas dos euros disponibilizados por um parco orçamento atribuído por um qualquer gabinete lá para a capital, que conseguiu num golpe de rins, reencaminhar o destino de algumas dezenas de euros, para mais esta tão nobre causa.