quarta-feira, março 16, 2005

Meio máquina, meio ser vivo

Não, não é o robocop! São chips desenvolvidos no Laboratório de Opto-electrónica, da Faculdade de Ciências e Tecnologia - Universidade do Algarve, e são um misto de tecnologia e de matéria viva..

O Bio-chip, como lhe chamam, não é mais do que um micro-dispositivo electrónico, que estabelece uma interface entre sistemas electrónicos de medida e sistemas biológicos, quer sejam células vivas, quer sejam apenas materiais biológicos, como moléculas de ADN, membranas ou enzimas.
Quer isto dizer que, apesar de dispor de base electrónica idêntica à de qualquer microchip de um computador pessoal, o Bio-chip tem a particularidade de ser composto também por uma célula viva. A célula, assim, faz parte integrante do dispositivo e este está a sentir tudo o que ela está fazer.

Outra vertente que pode vir a ser explorada com este equipamento é a de medir o efeito de determinado ambiente em células. Um possível exemplo deste tipo de aplicação, apontado pelo investigador da academia algarvia, é o de expor um chip dotado de células nervosas a radiações de telemóvel para medir o seu efeito, mas o que torna o Bio-chip algarvio especial é o facto deste primar pelo conforto da célula. Sim, porque até as células gostam de estar confortáveis para que os cientistas possam receber a totalidade das informações emitidas.