quarta-feira, março 16, 2005

Mussolini em greve de fome



Fazendo voz uníssona com o Coimbra-Nacional...

Alessandra Mussolini - a neta do ditador fascista de Itália, Benito Mussolini - começou na passada segunda-feira uma greve de fome como forma de protesto sobre a decisão do tribunal ao bloquear o seu partido de concorrer às eleições regionais já no próximo de mês de Abril.

Mussolini que já tinha apresentado um recurso no tribunal administrativo de Roma afirmou que jejuaria até esta ordem ser revista, a decisão ficou de ser tomada na sexta-feira.
A greve de fome significada "chamar a atenção pública e dos média para algo como o que nós descreveríamos como um 'cout d'etat', uma forma ilegal de conter o poder, " afirma Mussolini, acrescentou ainda, "que a decisão é importante para democracia".
Esta ficará de vigília, numa carrinha, estacionada junto ao tribunal onde submeteu o recurso à espera do veredicto. "Ficarei aqui dia e noite, " afirmou à TV italiana.

Sábado passado, o tribunal afirmou que a lista apresentada por Mussolini pelo pequeno partido Alternativa Social a correr às eleições na região de Lazio, incluíam quase 900 assinaturas falsas ou irregulares, onde se podiam ver assinaturas falsas de actores, juízes e até mesmo de um general do exército.
Se a decisão do tribunal se manter, Mussolini que pretende candidatar-se a governador na região não poderá manter-se nas eleições de 3-4 de Abril. Alessandra Mussolini é actualmente deputada no Parlamento europeu.

Mussolini fundou a Alternativa Social em finais de 2003 depois de sair da Aliança Nacional, um partido de ala direita de que faz parte Silvio Berlusconi. Ela contesta a denuncia do passado fascista de Itália pelo líder do partido Gianfranco Fini, o actual ministro do exterior, e pretende ainda, defender a herança de Benito Mussolini.

Os partidos têm de apresentar um mínimo de 3,500 assinaturas de eleitores registrados de modo a poderem tomarem parte nas eleições em Lazio. Mussolini afirma que foi uma jogada das forças conservativa, amedrontadas que ela pudesse ganhar alguns dos seus votos.

O voto para eleger os governadores em 14 das 20 regiões de Itália é visto como um teste chave às eleições do ano que vem. O voto em Lazio, a região que inclui Roma, está entre os que chamam sempre mais atenção.De acordo com o Corriere della de Sera Sunday, Mussolini poderia ter ganho entre 4 e 9 por cento dos votos - levando para si votos da ala direita de Francesco Storace, da Aliança Nacional. Storace corre contra Antônio Marrazzo do centro-esquerda, um jornalista de televisão.