quinta-feira, outubro 06, 2005

As cores do SIS

Fonte: SIC Online



Demitiu-se a directora dos Serviço de Informações de Segurança (SIS). Margarida Blasco entregou o pedido na última terça-feira. A juíza desembargadora foi a primeira mulher nomeada para este cargo. Tomou posse durante o Governo de coligação de Durão Barroso, em Janeiro do ano passado.

Os rumores já se arrastavam desde a tomada de posse do novo Governo. Agora está confirmado. A juíza desembargadora Margarida Blasco pediu a demissão da direcção-geral do SIS. O pedido foi feito, por escrito, esta terça-feira.

Margarida Blasco tinha sido escolhida para o cargo, por Durão Barroso, há precisamente um ano e nove meses.

A lei diz que o primeiro-ministro mantém a supervisão directa dos serviços de informação e é isso que José Sócrates tem estado a fazer.

Depois da nomeação de Júlio Pereira para o Serviço de Informações da República portuguesa, também o Serviço de Informações Estratégicas de Defesa conheceu a nomeação de João Câmara, um simpatizante do PS, que substituiu Viseu Pinheiro.

Com estas substituições, a saída de Margarida Blasco estava iminente.

Enquanto magistrada judicial, a directora do SIS demissionária esteve ligada a alguns dos processos judiciais mais mediáticos como o acidente de Camarate, o caso da megaburla financeira de Dona Branca e a fuga de informação a propósito das buscas à Moderna.

A constante mudança de cadeiras nas chefias dos serviços de informação têm relançado a polémica sobre a partidarização das secretas.