
O dia que durante o regime dito fascista, foi o «
Dia da Raça», tornou-se na democracia o «
Dia de Portugal e das Comunidades Portuguesas».
Ora ai está... já me estão a chamar saudosista e outros nomes mais, mas procurem nos vossos dicionários, até a palavra
Raça, é incutida nos nossos dias como uma palavra feia e xenófoba!
"Raças" humanas: O conceito de raças humanas foi usado pelos regimes coloniais e pelo apartheid, na África do Sul, para perpetuar a submissão dos colonizados, ou da maioria negra, mas sem recursos; actualmente, só nos Estados Unidos se usa uma classificação da sua população em raças, alegadamente para proteger os direitos das minorias.A definição de raça envolve diferenciação biológica, seja de que tipo for, entre seres humanos. As diferenças mais comuns referem-se à cor de pele, tipo de cabelo, conformação facial e cranial, ancestralidade e genética. O conceitos de raça não se confunde com o de sub-espécie e com o de variedade, aplicados a outros seres vivos que não o homem. Por seu carácter é actualmente controverso, pois o seu impacto na identidade social e política da sociedade actual, sendo o conceito de raça questionado por alguns estudiosos como
construto social; é um conceito com certo descrédito entre os biológos, por não se conformar às normas taxonômicas.
Utiliza-se o termo raça para identificar um grupo cultural ou étnico-lingüístico, sem quaisquer relações com um padrão biológico. Nesse caso prefere-se o uso de termos como população ou mesmo cultura.
A primeira classificação dos homens em raças foi a “
Nouvelle division de la terre par les différents espèces ou races qui l'habitent”, em português, "
Nova divisão da terra pelas diferentes espécies ou raças que a habitam", de François Bernier, publicada em 1684. No século XIX, vários naturalistas publicaram estudos sobre as “
raças humanas”, como Georges Cuvier, James Cowles Pritchard, Louis Agassiz, Charles Pickering e Johann Friedrich Blumenbach. Nessa época, as “
raças humanas” distinguiam-se pela cor da pele, tipo facial, principalmente a forma dos lábios, olhos e nariz, perfil craniano e textura e cor do cabelo, mas considerava-se também que essas diferenças reflectiam diferenças no conceito de moral e na inteligência.
A necessidade de descrever os “
outros” advém do contacto social entre indivíduos e entre grupos diferentes. No entanto, a classificação de grupos força o surgimento de consequências negativas, principalmente pelo facto dos termos empregues poderem ser considerados pejorativos pelos grupos visados. Tradicionalmente, os seres humanos foram divididos em quatro grupos, mas a denominação de cada um – pelo motivo indicado - tem variado ao longo do tempo:
• brancos – europeus (ou “
euro-descendentes”) – caucasóides;
• marroms – asíaticos (ou “
indiano”) – caucasóides;
• pretos ou negros - africanos (ou “afro-descendentes” como, por exemplo, os afro-americanos) – negróides;
• amarelos – asiáticos – mongolóides e
• vermelhos (ou mais comumente peles vermelhas) – índios – ameríndios – nativos americanos – (das Américas).
Como qualquer classificação, esta é imperfeita e, por isso, ao longo do tempo, foram sendo usados outros termos, principalmente para grupos cujas características não se ajustavam aos grupos “
definidos”, como é o caso dos pardos para indicar os indígenas do sub-continente indiano, entre outros. De notar que, a par desta classificação baseada em características físicas, houve sempre outras, mais relacionadas com a cultura, principalmente a religião dos “
outros”, como os mouros ou “infiéis”, como os europeus denominavam os muçulmanos, ou os judeus.
No início do século XX, Franz Boas pôs em causa a noção de raça e foi seguido por outros antropólogos, como Ashley Montagu, Richard Lewontin e Stephen Jay Gould. Contudo, um número de cientistas, como J. Philippe Rushton, Arthur Jensen, Vincent Sarich e Frank Miele, autores de “
Race: The Reality of Human Differences”, proclamam que não só essa tese é falsa, mas que foi politicamente motivada e não tem bases científicas.
Essencialismo
Hooton (1926)A raça é a grande divisão do género humano, caracterizado como grupo por partilhar uma certa combinação de características derivadas da sua descendência comum, mas que constituem um vago fundo físico, normalmente obscurecido pelas variações individuais e mais facilmente apreendido numa imagem composta.
População
Dobzhansky (1970)
Raças são populações mendelianas geneticamente distintas. Não são populações individuais nem genótipos específicos, mas consistem em individuos que diferem geneticamente entre si.
TaxonomiaMayr (1969)Raça é um agregado de populações fenotipicamente similares duma espécie, habitando uma subdivisão da área geográfica de distribuição da espécie e diferindo taxonomicamente de outras populações dessa espécie.
LinhagemTempleton (1998)Uma subespécie (raça) é uma linhagem evolucionariamente distinta dentro duma espécie. Esta definição requer que a subespécie seja geneticamente diferenciada devido a barreiras à troca de genes que persistiram durante longos períodos de tempo, ou seja, a subespécie deve ter uma continuidade histórica, para além da diferenciação genética observada.