domingo, março 19, 2006

Suspensão

Decidiu a Comissão Política Nacional do PNR, na sua última reunião em que não estive presente, face a alguns desacertos (determinados na maior parte dos casos por excesso de empenho e generosidade) de actuação de alguns núcleos do Partido, suspender os mesmos até que para eles seja devidamente estabelecida uma regulamentação e código de actuação.
Na sequência do pedido do nosso Secretário-Geral do PNR e seguindo o seu próprio exemplo, vamos encerrar este Blog, esperemos que temporariamente, até decisão contrária, prometendo voltar ao seu combate pelo PNR no concelho de Portimão tão breve quanto possível.

sábado, março 18, 2006

Sede PNR

Informa-se que a Sede do PNR, na Rua da Prata 93 3º Dto, começou em 2006 a abrir todos os Sábados à tarde, das 15h às 19h. Todos os militantes e simpatizantes estão convidados a aparecer por lá.

quarta-feira, março 15, 2006

Entrevista a Emanuel- Dirigente da JN

em http://pt.novopress.info/?p=540

O ciclo de entrevistas a nacionalistas portugueses contínua. Vamos tentar dar voz a nacionalistas que desenrolam o seu papel de forma útil e válida, sendo o suporte de muitas caras. O Emanuel é um desses casos, por isso hoje, conheça o jovem algarvio dirigente da Juventude Nacionalista.

1- Emanuel, como têm sido estes primeiros meses na Juventude Nacionalista? Um projecto audaz, corajoso e que necessita de muita entrega e dedicação, de que forma a tua vida pessoal ficou afectada desde que assumiste um dos cargos dirigentes da JN?

Saudações nacionalistas.

A JN nestes últimos seis meses tem evoluído de uma forma que considero bastante positiva, é um projecto que vai ganhando um corpo mais consistente à medida que a estrutura da organização vai sendo completada. O balanço que faço é claramente positivo, pois temos assumido a nossa posição como uma verdadeira alternativa à juventude portuguesa e vamos penetrando lentamente e de uma forma consistente na esfera juvenil. Considero que estamos no caminho certo com a linha doutrinária e de actuação que temos seguido seja a acção na rua com manifestações juntamente com outras organizações nacionalistas, com distribuição, colagem e afixamento de propaganda por todo o país, sessões de esclarecimento, com a implantação de núcleos distritais e concelhios por todo o país, colóquios e visitas a locais de património histórico português e outras ideias que queremos a curto/médio prazo colocar em prática. Acredito piamente que uma boa formação de quadros, apostando na vertente cultural será um trunfo que nos ajudará a vingar. Temos uma ideia muito definida e concreta do que queremos fazer para atingir os nossos objectivos, é só uma questão de tempo.

A minha pessoal manteve-se praticamente inalterável pois o nacionalismo faz parte da minha vida pessoal e do meu quotidiano. Felizmente que tenho pessoas do meu rol mais intimo que entendem a minha entrega e me apoiam.

2- Antes da JN, já militavas no PNR. Sentes que a JN veio complementar o projecto PNR? Ou seja, que um projecto dedicado à juventude fazia falta no PNR?

Acredito que este projecto veio preencher um vazio que existia no nacionalismo português e concretamente no PNR, que era a formação de uma organização nacionalista legal destinada exclusivamente aos jovens portugueses. É uma estratégia que os partidos do sistema usam igualmente e que temos provas concretas de que dá frutos se atendermos ao caso em particular da JCP que é uma “jota” verdadeiramente militante e que tem desenvolvido um trabalho bastante meritório, não obstante do marxismo-leninismo ser algo completamente anacrónico nos dias de hoje. A JN é e será a organização dos jovens nacionalistas portugueses, aqueles que não estando alienados pelo “matrix mental” do sistema acreditam que a derrota desse mesmo sistema é possível e será futuramente concretizável.

3- A tua militância também tem o seu cantinho nos blogues, queres falar-nos um pouco do teu blogue? E na tua opinião a importância que os blogues têm neste meio?

Quando em Janeiro de 2005 criei o Flama Aeterna não tinha em mente uma linha concreta para o blogue, considero-o como um canto pessoal que puderá de alguma forma revelar um pouco mais dos meus gostos a nível doutrinário, sendo essa doutrina de cariz anti-sionista, anti-comunista, anti-liberal, anti-capitalista, anti-maçonica, anti-nova ordem mundial, anti-sistema, pró-nacionalista, pró-revisionismo, pró-vida, pró-verdade, pró-justiça.
Considero que os blogues têm uma importância relativa pois são mais um espelho do seu autor do que outra coisa qualquer. Tenho a noção que a Internet é hoje em dia um poderoso instrumento de propaganda, mas isso não puderá fazer descurar o verdadeiro activismo, e esse é feito nas ruas juntamente com o povo.

4- Aconselha 5 livros aos jovens nacionalistas?

“O livro negro do capitalismo” da Campo das Letras
“O livro negro do comunismo” da Quetzal Editores
“ O terrorismo e as FP25 anos depois” da Colibri
“Gulag – Uma história” da Civilização
“Os americanos na revolução portuguesa” da Noticias Editorial

5- Aconselha 5 filmes aos jovens nacionalistas?

“Senhor dos Anéis” – A triologia
“Gladiador”
“O último Samurai”
“Joana D´Arc”
“A paixão de Cristo”

6- Três locais do nosso Portugal que os jovens nacionalistas deveriam visitar?

Sintra
Tomar
Beira Baixa

7- As últimas palavras são tuas, dispõe. Antes de mais, boa sorte para ti e para os projectos que estás a desenvolver.

Só queria deixar um apelo a todos os jovens que sentem que a nossa nação e o nosso povo estão a ficar aprisionados numa espiral de decadência e laxismo, de opressão, exploração para com os jovens trabalhadores, de desemprego, de um deficiente sistema de educação, de indiferença e aceitação da invasão humana de que estamos a ser vitimas para se juntarem à Juventude Nacionalista e juntos combatermos o sistema vigente criando bases para um futuro melhor para o nosso país e para as nossas crianças. Obrigado pelo “tempo de antena”.

terça-feira, março 14, 2006

...o desabrochar

Eu serei a voz...
daqueles que passaram todo este tempo sem serem ouvidos,
por um governo que só serve os priveligiados e os poderosos,
que fecha os olhos às necessidades dos fracos e dos pobres,
mas, não mais nos poderão ignorar.
Povo de Portugal, estejam atentos.
Os ventos da mudança estão a soprar.
Uma nova era...

...está prestes a desabrochar.

Quando as pessoas me chamam, eu sirvo.

Cidadãos do concelho de Portimão, estou emocionado e honrado por esta grande honra. Infelizmente o tempo escasseia, tanto para fazer e tão poucos a fazê-lo, torna-se bastante dificil a actividade de rua com a publicação do blog. Agora que começamos o combate rua a rua... é tempo de a difundir!

É a esquerda moderna, estúpido!

por José Crespo de Carvalho

Este país continua, de facto, a ser um total fantoche ideológico. Trinta e tal anos após a revolução dos cravos e continuamos a apelidar de esquerda tudo o que é bom. A tese decorre da hipótese.
E a hipótese, obviamente com formulação errada (julgo eu, e talvez seja só mesmo um problema meu!?), é a de que se pode ser um liberal de esquerda. Pode? A hipótese emergiu em público e numa reunião de faculdade assaz concorrida. Para dizer que, afinal, havia algum liberalismo posicional no pensamento e atitudes de uma determinada malta perante uma determinada questão, malta tipicamente de esquerda, e que esse liberalismo até era a coisa boa que ofereciam àquela questão para a sua resolução. Confesso que, num primeiro momento, fiquei meio estrugido.

Num segundo momento, e já refeito do choque, pus-me a pensar: é fantástico como, em Portugal, só a esquerda pode ter opiniões e posições valiosas e sérias. Quando, por algum motivo, se usa o liberalismo (ou ideias liberais) para a resolução de um problema, e para não lhe chamar de direita (porque da direita só vêm coisas más e nunca opiniões valiosas e sérias!) então chama-se-lhe liberalismo de esquerda.

A moda e o fanatismo da esquerda chegaram a tal ponto que os seus personagens usam e abusam de ideias de direita para as fazerem passar por esquerda. Pior que isto é dizerem-se convictamente de esquerda, apresentando-se como tal no seio do meio académico onde, putativamente, não há política, sendo as suas posições apolíticas e configurando, apenas, meras soluções para os problemas. Sim, porque política é aquilo que se escreve nos blogs; soluções, que não passam pelos blogs, nada têm a ver com política!

Este país continua, de facto, a ser um total fantoche ideológico. Trinta e tal anos após a revolução dos cravos e continuamos a apelidar de esquerda tudo o que é bom. E quando procuramos soluções para os problemas, socorremo-nos de teses liberais para as apresentar como de esquerda liberal ou, ridiculamente, moderna. Isto só em Portugal!

Ser de esquerda implica usar o Estado e os seus poderes para configurar um modelo social conveniente para o país. O primeiro liberal de esquerda, que aposte num Estado pequeno e de direito, na liberdade individual e nos mecanismos de mercado está, portanto, para nascer! O problema é que o Estado parece ser, neste momento, grande demais e não há soluções para o país que passem por ele. E, por isso, temos que recorrer ao mercado e às ideias de mercado para dar ao Estado o dinheiro que lhe falta por via do «seu Orçamento». Isto é, em todo o lado do mundo, um engodo. Em Portugal chama-se esquerda liberal ou moderna!

Para quem venha de fora, e tenha a surpresa de aterrar numa destas reuniões, convém explicar, agora, que os novos modelos de esquerda preconizados pelas universidades para si próprias, nos dias que correm, enfatizam o mérito, o valor individual, a competitividade, o empreendedorismo interno, a avaliação e, imagine-se até, a legitimidade das receitas próprias por recurso ao tão famigerado mercado e por fora do Orçamento de Estado.

As universidades são, portanto, o fantástico mundo onde se forjam e desenvolvem os grandes pensamentos da esquerda liberal! Vergonha!? Nem pensar. Continuam a ser de esquerda, pois então. E eu, que sou e sempre fui de uma minoria de direita, apenas mereço pagar o preço e transportar o rótulo de liberal de direita numa sociedade, pós-Estado Novo, de esquerda democrática. Está visto que não soube, e continuo sem saber, enroupar os meus argumentos em retóricas pífias similares às que descrevo.

Imagine-se agora o leitor participar numa magnífica reunião, em que a maioria dos personagens se diz de esquerda, e a ver serem usados os argumentos da direita liberal, clássica, vestidos como de esquerda e por pessoas de esquerda. O paradoxo funciona em todo o lado e, desde que Blair, no Reino Unido, foi eleito à esquerda para governar à direita, a moda pegou. Lá como cá, ainda por cima cá onde a direita continua a ter, infelizmente, conotações fascizantes, a esquerda será sempre muito maior que a direita. Sobretudo, e cada vez mais, a esquerda liberal. É que é isto, para quem não tenha entendido, que configura a esquerda moderna, estúpido!